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Cooperativas educacionais investem no ensino híbrido para retorno das aulas
18/02/2021

Salas de aula agora têm distanciamento e uso obrigatório de máscara

Após quase um ano dentro de casa, chegou a hora de estudantes do ensino fundamental e médio voltarem às salas de aula.  Todas as escolas paulistas — incluindo as cooperativas educacionais — estão tendo que se reinventar para retomar as aulas presenciais de forma segura para alunos e professores e para estar de acordo com o Plano São Paulo e as medidas de proteção obrigatórias de cada fase.

De acordo com a consultora do segmento Educacional do Sescoop/SP, Priscilla Coelho, as cooperativas educacionais paulistas estão seguindo todos os pré-requisitos para o retorno das aulas no formato híbrido, com protocolos sanitários seguidos à risca para garantir a segurança de todos. “Elas vem demonstrando responsabilidade, comprometimento e profissionalismo na promoção de um ambiente adequado e de um ensino que não perdeu a qualidade”, afirma.

Para o ensino híbrido, as cooperativas tiveram que instalar equipamentos de áudio e vídeo nas classes

É o caso da Cooperativa Educacional de Ubatuba (Cooeduba), que retomou as atividades presenciais no dia 8 de fevereiro, após realizar uma pesquisa de interesse com as famílias dos alunos — quem optou por não participar das atividades presenciais segue acompanhando as aulas online. Dessa forma, a escola está recebendo presencialmente apenas 35% dos alunos, como determina a fase laranja do Plano São Paulo.

“Realizamos diversas adaptações para receber os alunos e professores com segurança”, conta o gerente administrativo da Cooeduba, Rafael Flori. Foi disponibilizado álcool gel em todas as salas de aula e em diversos pontos estratégicos, além de sinalização e demarcação de áreas que podem ser utilizadas. “Os ambientes permitidos são todos ventilados e o uso de máscara é obrigatório”. Para ele, a principal dificuldade é a falta de previsão de vacina para funcionários e professores.

Já a Escola Cooperativa Campos de Holambra ainda não retomou as aulas presenciais, mas o plano é que isso aconteça nas próximas semanas. As aulas online começaram no dia 25 de janeiro e na semana seguinte foi aplicada uma prova diagnóstica presencial. “Os alunos foram divididos em diversas turmas e horários, para evitar aglomeração. Com base no resultado da prova, os professores vão fazer um replanejamento de ensino, levando em consideração o aprendizado efetivo que os estudantes tiveram em 2020”, explica o presidente da cooperativa, Ricardo João de Bruijn.

A sinalização de espaços permitidos é fundamental neste momento

A escola já começou a montar as salas de aula híbridas. “Cada sala recebeu câmera e equipamentos de áudio e a aula será transmitida online”. Além disso, serão tomadas todas as medidas de segurança exigidas, como medição de temperatura, distanciamento das carteiras, higiene dos ambientes e os pais dos alunos que voltarão às aulas presenciais assinaram um termo de responsabilidade.

Para Bruijn, uma das grandes dificuldades será a atuação do professor. “O professor terá que prestar atenção em todos e vão surgir perguntas presenciais e remotas, não vai ser um trabalho fácil. Acredito que serão necessários alguns dias para que eles se adequem, mas no momento é o que temos que fazer e vamos enfrentar para ser o melhor possível”.

Esse também será o maior desafio da Cooperjales, segundo o gerente administrativo Jeferson Auko. “É difícil para o professor estar com alunos em sala e ao mesmo tempo em casa”. A cooperativa retomou as aulas presenciais no dia 1º de fevereiro para as turmas do sexto ano até a terceira série do ensino médio e no dia 8 de fevereiro para a escola toda, com alunos a partir de 4 anos.

Sanitização das dependências da escola

Todas as turmas seguem o modelo híbrido, com 35% dos alunos de modo presencial. Também foi feita escala de horários de intervalo, entrada e saída de alunos. Segundo Auko, o primeiro passo foi organizar os protocolos de segurança. “O aluno chega na escola, afere a temperatura e higieniza mãos e sapatos. Na sala temos distanciamento das carteiras e totens de álcool em gel”.

Outro ponto que a cooperativa está investindo bastante é na comunicação com os pais. “Estamos sempre mantendo os cooperados informados sobre quais protocolos estão sendo feitos e sobre como vai funcionar essa retomada. Já tivemos a visita da vigilância sanitária, que nos parabenizou pelo trabalho. Então está tudo caminhando”.

Um caso diferente é o da Cooperativa Educacional de Piracicaba (Coopep), que optou por oferecer o ensino híbrido, mas não com transmissão ao vivo. “Acreditamos que é ruim pedagogicamente”, explica a presidente da cooperativa, Joana Machado.

A cooperativa, que iniciou o ano letivo no dia 27 de janeiro, permitiu que as famílias dos alunos optassem pelo ensino presencial ou remoto. Foi mantida a mesma grade curricular e seis aulas diárias para os dois modos: para quem está remoto, metade são aulas online com o professor e as outras três são atividades dirigidas ou videoaulas.

Durante os intervalos, os alunos também mantêm o distanciamento

Com novas matrículas neste ano, a escola também teve que reorganizar uma parte da grade e introduzir um revezamento para cada turma, então os estudantes presenciais vão à escola apenas quatro dias na semana. O plano de retomada da Coopep foi aprovado pela Diretoria de Ensino de Piracicaba e a cooperativa formou um comitê para revê-lo com frequência e adaptá-lo de acordo com as mudanças de fase do município.

Segundo Joana, essa organização não é uma tarefa fácil, especialmente por exigir mudanças ágeis. “A equipe pedagógica, direção, coordenadoras e todos os professores vem se dedicando muito para que tudo saia como o planejado. Todos passaram por capacitações de acolhimento, pedagógicas e sanitárias, incluindo atividades educativas com profissionais da área de saúde, em parceria com a Unimed”, conclui.


  
  
 
 
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