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Pacote de Doria inflaciona preço de alimentos a partir de janeiro
23/12/2020

Com a anuência dos deputados estaduais, o governador João Doria irá colocar em prática, a partir de janeiro, um pacote de ajuste fiscal para arrecadar mais impostos e, segundo seu discurso, equilibrar as contas do governo abaladas pelos gastos com a pandemia. As medidas devem pressionar ainda mais o custo de vida e a inflação, que em novembro foi a maior dos últimos cinco anos, e terá forte impacto no setor agropecuário, responsável pela produção de alimentos. Por isso, a Ocesp, como entidade participante do Fórum Paulista do Agronegócio, incentiva as cooperativas e a sociedade a unirem-se por meio do abaixo-assinado contra o aumento de ICMS em alimentos, energia elétrica e combustíveis.

O setor agropecuário, responsável pela produção de alimentos, será um dos mais afetados. Apesar de vários encontros entre o setor e a equipe do governo, não há sinal de que o Estado vá desistir do aumento de ICMS sobre insumos e produtos agrícolas (4,14%), sobre a energia usada no campo (12%), além de aumento do imposto no diesel e etanol. “O governo de São Paulo está dando um tiro no pé”, alerta o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Edivaldo Del Grande, que estranha a justificativa da pandemia ao mesmo tempo em que o governador aumenta gastos com publicidade.

Segundo o dirigente, “com o aumento de ICMS, o custo de produção de alimentos vai subir e o produtor rural, que tem margens pequenas de lucro, não conseguirá absorver o excesso de carga tributária”. Ele afirma que não haverá outra saída a não ser repassar parte do aumento para os preços ao consumidor final.

De acordo com o IPCA, índice de preços ao consumidor, novembro teve alta de 0,89% na inflação, a maior registrada para o mês nos últimos cinco anos. O preço dos alimentos subiu 2,54% e já acumula alta de 12,14% no ano, maior índice desde 2002. “Parece que o governo de São Paulo não está enxergando as consequências graves do aumento de impostos para a economia neste momento”, reforça Del Grande. “Se já está difícil hoje abastecer a geladeira e a despensa, imagina a partir de janeiro, com a pressão do aumento de ICMS”, acrescenta ele.

Para o dirigente, o povo paulista vai sofrer ainda mais em plena pandemia. “Quase 90% dos produtores rurais de São Paulo são minis e pequenos. Muitos vão acabar deixando o campo para engrossar as periferias das cidades. Muitas agroindústrias devem sair de São Paulo, agravando o problema do desemprego e também da arrecadação para os cofres públicos. Infelizmente, a população vai pagar a conta dessa medida equivocada do governo, principalmente as famílias mais carentes”, ressalta Del Grande.

Assine o abaixo-assinado


  
  
 
 
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