SESCOOP no Estado de São Paulo
Serviço Nacional de Aprendizagem
do Cooperativismo

 
 
           Login:      Senha:    
 
  
   
 
 

Institucional
Serviços
Programas e Projetos
Cursos e Eventos
Canais de Comunicação
 
  

Sistema Ocesp apresenta em live as vantagens da contratação do mercado livre de energia para cooperativas
29/07/2020

Nesta terça-feira, 28, o Sistema Ocesp realizou o webinar “Contração no ambiente do mercado livre de energia e novas oportunidades para cooperativas”. A live apresentou para as organizações cooperativistas como funciona esta modalidade para contratação de energia fora do mercado convencional e suas inúmeras vantagens, que vão desde redução de custos até mais sustentabilidade para o negócio. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), houve um crescimento de 10,2% do mercado livre de energia no primeiro semestre de 2020. Além disso, de acordo com um estudo do Sistema OCB, o cooperativismo é responsável por 8% de toda a energia distribuída no País.

O evento foi realizado sob a mediação do consultor do Ramo Infraestrutura do Sistema Ocesp, Rodrigo Dias. “Estamos diversificando nosso portfólio, olhando para novas oportunidades e compartilhando serviços. As cooperativas devem unir-se para ter custos menores sem esquecer das energias renováveis, como o biogás, a fotovoltaica e outros tipos de negócio que contribuem, cada vez mais, para o desenvolvimento das nossas cooperativas”.

Quem abriu as participações foi o diretor executivo na Fritsch Consultoria e presidente da Associação dos Engenheiros de Castro PR, Vinicius Guilherme Fritsch, que trouxe informações conceituais sobre o que é o mercado livre de energia, as diferenças entre consumidor livre e consumidor livre especial, além dos desafios e requisitos para esta migração. Segundo ele, o mercado de energia no Brasil é formado por geradores, que são os vendedores da energia elétrica, e pela rede de transmissão. No mercado cativo, existem as distribuidoras que compram a energia por meio de leilões públicos e fornecem para o consumidor cativo. Já no mercado livre, que representa 30% do mercado de energia atualmente, ainda existe a figura da distribuidora para tarifa TUSD.

“No ambiente de contratação livre, os consumidores podem negociar livremente qual será seu fornecedor: se será o gerador, a comercializadora de energia ou se será por cessão de contrato de outro consumidor. Este consumidor ainda negocia livremente preços, índices de reajustes, prazo de contratos e volumes de energia contratados”, explica Fritsch.

Após a apresentação conceitual, foi a vez do analista técnico econômico do Sistema OCB no Ramo Infraestrutura, Marco Olívio de Oliveira, explicar como surgiu o ramo Infraestrutura do cooperativismo e, consequentemente, as oportunidades no ambiente do mercado livre – principalmente para as cooperativas permissionárias de distribuição de energia – além do histórico dos descontos tarifários (TUSD e TE) e a atuação da OCB neste processo. “A partir de 2016, trabalhamos com o Poder Executivo e foi possível inserir emenda em uma Medida Provisória sobre o conceito de densidade de carga, que resultou em descontos na tarifa do uso do sistema de distribuição”.

“A partir da Lei 1360/2016 e com o fim dos descontos da TE, veio então a necessidade de buscar energia mais barata e a oportunidade de compra no mercado livre”, completa o analista.

Na sequência, o presidente da Certaja, Renato Martins – com o apoio do seu vice-presidente, Ederson Madruga, e de seu gerente financeiro, Marcus França – compartilhou indicadores que mostraram o que a cooperativa tem realizado em projetos de contratação no mercado livre e como desenvolveu-se tal necessidade de operacionalização. “Dentro dos princípios cooperativistas e por meio de nossas reuniões, temos trabalhado bastante esta questão da intercooperação, de partilhar e expandir conhecimentos e de racionalizar processos”.

Ao ser questionado no momento de perguntas sobre os próximos passos da organização, o presidente da Certaja deu dicas para outras cooperativas que pretendem ingressar neste novo ambiente de contratação de energia. “Fazer todas as avaliações internas e buscar orientações, pois trata-se de um caminho sem volta. Entre 2018 e 2019, dois dos nossos maiores consumidores migraram para o mercado livre e isso nos impulsionou a adiantar este processo. Hoje, temos um corpo técnico pronto e à disposição para orientar quem também deseja experimentar esta caminhada”, disse Martins.


  
  
 
 
© Todos os direitos reservados ao SESCOOP/SP. Este material não pode ser publicado,
transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.