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Cooperativas efetivam maioria dos jovens capacitados em programa do Sescoop/SP
18/06/2019

Aprendizes da turma 15 em formatura realizada em fevereiro

Em uma das últimas turmas do programa Aprendiz Cooperativo, mais de 90% dos participantes foram efetivados após o fim do período de capacitação. O número elevado de jovens que acabam conseguindo uma oportunidade de trabalho nas cooperativas, com alguns até seguindo carreira dentro do sistema, não é raro.Em uma das últimas turmas do programa Aprendiz Cooperativo, mais de 90% dos participantes foram efetivados após o fim do período de capacitação. O número elevado de jovens que acabam conseguindo uma oportunidade de trabalho nas cooperativas, com alguns até seguindo carreira dentro do sistema, não é raro. “Já capacitamos mais de 10 mil jovens, com atuação em mais de 100 municípios paulistas, e mais de 60% acabam conquistando a efetivação na própria cooperativa”, conta Luciana Torres Casarini, coordenadora de formação profissional e projetos sociais do Sescoop/SP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo. “Importante que mesmo aqueles que não ficam na cooperativa adquirem uma bagagem diferenciada para a carreira”, complementa a coordenadora.

Hoje, quase 1.400 jovens estão passando por esse período de capacitação, distribuídos por 102 cooperativas. A grade curricular desenvolvida para o programa, com 500 horas de atividades teóricas e 1.166 horas de atividades práticas, aborda questões relacionadas à cidadania e ao trabalho, cooperativismo, linguagem e comunicação, matemática comercial e financeira, empreendedorismo, entre outras. “Além dos valores cooperativistas, trabalhamos também as competências necessárias para o desempenho das atividades profissionais, tornando mais promissor o futuro dessa nova geração”, diz Luciana.

No entanto, essa preocupação ainda não se faz presente em muitas organizações pelo país. Regulamentada por decreto em 2005, a Lei do Aprendiz (10.097/2000) estabelece que as empresas de médio e grande porte contratem aprendizes em uma cota que pode variar de 5% a 15% do quadro de trabalhadores, por um período de até dois anos. Porém, no ano passado, o Ministério do Trabalho autuou mais de 16 mil empresas por descumprirem a Lei, entre janeiro de 2017 e junho de 2018. “Infelizmente, muitas organizações enxergam isso como despesa e não como um investimento”, reflete a coordenadora do Sescoop/SP.

Pelas oportunidades que o Jovem Aprendiz oferece e pela capacidade de efetivação, ela acredita que o programa é um eficiente caminho para reduzir a taxa de desemprego entre os jovens. Dados recentes da Fundação Seade indicam que dos 1,7 milhão de desempregados no estado de São Paulo, 40% são jovens entre 16 e 24 anos. E no Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego nessa mesma faixa etária ficou em 27,3% no primeiro trimestre, acima do dobro da taxa média nacional, de 12,7%.

“A participação de jovens em um programa de aprendizagem contribui, sem dúvida, para dar um novo sentido às suas vidas. É possível transformar a realidade de muitos jovens, gerando benefícios para toda a sociedade. O futuro pode ser mais cooperativo”, conclui Luciana.

 


  
  
 
 
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