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Sescoop/SP promove capacitação de cooperativas agropecuárias nos EUA
13/09/2017

 

Presidentes e dirigentes de cooperativas Agropecuárias paulistas tiveram, entre os dias 23 de agosto e 2 de setembro, a oportunidade de desenvolver competências em gestão e governança durante o Intercâmbio Técnico das Cooperativas Agropecuárias, que aconteceu em Illinois e Wisconsin, nos Estados Unidos, com realização do Sescoop/SP.

O objetivo foi desenvolver as cooperativas agropecuárias paulistas por meio da capacitação de seus dirigentes em centros de excelência em cooperativismo e agronegócios. “A missão contou com programas de capacitação, visitas a cooperativas e unidades experimentais, reuniões com outras instituições e participação na Farm Progress Show 2017, feira de tecnologia agrícola”, explica o coordenador do ramo Agropecuário do Sescoop/SP, Pedro Silveira.

Foram dez dias de trabalho para tratar de temas como governança, execução estratégica, fusões e alianças, novas tecnologias e os desafios do cooperativismo americano e brasileiro. Além do coordenador do ramo, participaram do intercâmbio o presidente do Sistema Ocesp, Edivaldo Del Grande, outros profissionais dos sistemas OCB e Ocesp e representantes de 14 cooperativas – CACB, Caisp, Camda, Casul, Coacavo, Coagrosol, Coopermota, Coopinhal, Coplacana, Coplana, Veiling Holambra, Cooperflora, Agro Industrial Holambra e Coopercitrus.

Além da capacitação, realizada pelo Centro de Cooperativismo da Universidade de Wisconsin (University of Wisconsin Center for Cooperatives – UWCC), os dirigentes puderam se reunir e trocar experiências com as cooperativas Compeer Financial, Grownmark, Legacy Grain, Top Flight Grain e Associação de Produtores de Soja do Estado do Illinois. Além disso, conheceram as instalações dos empreendimentos cooperativos Landmark, CHS e Farm Credit Illinois e as estações experimentais da Illinois State University e Arlington Agricultural Research Station (Universidade de Wisconsin), instituições de ensino que são referência em agronegócio.

Segundo Silveira, a proposta era conhecer modelos de cooperativas e o estado da arte da produção agropecuária nos Estados Unidos, adquirindo conhecimentos que possam vir a contribuir no desenvolvimento das cooperativas paulistas. “Os Estados Unidos, juntamente com o Brasil, é um dos principais atores na produção de alimentos, energia e fibras. A agropecuária americana é também uma das mais modernas e produtivas dentro de sua característica edafoclimática, devido à intensa adoção de tecnologias”, destaca.

Os estados de Illinois e Wisconsin são dois dos maiores responsáveis pela produção de uma grande gama de produtos, que vão desde as tradicionais, como soja, milho, leite, suínos, trigo e produtos florestais, até vagens, abóboras, raiz forte, entre outros. O coordenador explica que o modelo de produtividade e tecnologia nos Estados Unidos se dá muito em função da capacidade de organização de seus produtores. “Neste cenário, as cooperativas desempenham papel fundamental, atuando em diversos segmentos”. Além disso, a geração de conhecimento e capacitação em nível estratégico e operacional e a organização do setor são essenciais para a conquista do nível de desenvolvimento das cooperativas americanas.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), o País tem hoje 2.047 cooperativas que atuam no ramo agropecuário. Elas faturaram quase 247 bilhões de dólares em 2015, operando com mais de 1,9 milhão de associados. “Nos dois estados visitados, as atividades representam 17% desse volume de negócios e 10% do número de cooperativas” ressalta o coordenador.

Para o diretor geral da Cooperflora, Milton Hummel, as aulas na Universidade de Wisconsin foram o ponto alto do intercâmbio, mas o relacionamento com outras cooperativas também foi importante. “Foi muito interessante a troca com outras cooperativas e poder identificar que mesmo nos EUA o cooperativismo passa por desafios semelhantes aos nossos, apesar das diferenças econômicas e sociais entre eles e o Brasil”, explica.

O presidente da Casul, Olavo Garcia, concorda e, segundo ele, foi importante o relacionamento entre as cooperativas e instituições e o grande aprendizado. "O módulo na Universidade de Wisconsin, com os temas Estratégia e Melhores Práticas na Governança, foi muito interessante e contribuiu para meu conhecimento”, destaca.

Já para o presidente da Coplana, José Antonio Rossato, o intercâmbio foi uma oportunidade ímpar de conhecer o modelo cooperativista nos EUA na prática, seus desafios e as estratégias adotadas pelas cooperativas. “A partir desta experiência, as reflexões sobre o nosso próprio modelo surgem naturalmente e nos auxiliam na definição das estratégias em nossa cooperativa. Foi um grande aprendizado”, ressalta. Rossato afirma que, após a capacitação, já é possível colocar em prática o fortalecimento do alto padrão de governança e gestão já praticados na cooperativa. “Em um segundo momento, iremos avaliar estratégias para um maior engajamento na agricultura digital e na criação de valor para o cooperado”, diz.

A forma como o cooperativismo é trabalhado nas universidades e na sociedade em geral nos Estados Unidos chamou a atenção do diretor da Coagrosol, Antonio Sgarbi. "A maneira com que eles envolvem a sociedade, alunos, universidades e atividade rural, engajados num grande objetivo de fortalecer o cooperativismo e, claro, aumentar a eficiência e consequentemente as margens de lucro. Esse modelo de interação faria muita diferença na formação dos nossos jovens", opina.


  
  
 
 
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